EQUIPAMENTO PARA MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA AO MANUSEIO DE TAPETES DE GRAMA

Um dos grandes desafios para a gramicultura no Brasil é introduzir a padronização ou pelo menos difundir o que seria um produto de qualidade, o que pode contribuir para valorização no mercado dos tapetes de grama e consequentemente uma maior remuneração aos produtores que se adequarem a essas normas.

A resistência ao manuseio pode ser determinada através de ensaios de resistência mecânica a tração. O grupo de pesquisa em gramados cultivados (GEPEG) desenvolveu um equipamento com o objetivo de mensurar as forças de resistência dos tapetes de grama. A idealização partiu do princípio do tracionamento das extremidades de um tapete grama, simulando os processos de manipulação desde o corte até seu destino final, podendo definir assim os tapetes de maior resistência ao manuseio.

Tapetes de menor resistência podem dificultar o pegamento no local definitivo e consequentemente na formação de um gramado com falhas e pouco uniforme.

Posteriormente, testes em campo foram realizados em tapetes de grama oriundos de experimentos conduzidos pelo grupo. O equipamento foi eficiente na determinação da resistência à tração dos tapetes de grama diferenciando as condições como adubação e espessuras de tapete, de modo prático, no campo e de forma rápida.

Tapetes de grama bem formados, com adequada quantidade de raízes, rizomas e estolões, são menos quebradiços quando manuseados, o que já é visto na prática por muitos produtores.

Os índices de resistência obtidos com a utilização do equipamento mostraram esta relação direta da resistência com a quantidade destas estruturas. Dessa forma, números poderão ser gerados e definidos como faixas adequadas de resistência para a comercialização dentro de padrões de qualidade de tapetes de grama.

Procedimento do Ensaio de Resistência ao Manuseio dos Tapetes de Grama

O ensaio consiste na fixação das extremidades do tapete em uma estrutura deslizante que promove um tracionamento do tapete no sentido longitudinal, resultando na ruptura do tapete e no registro instantâneo da força através de um dinamômetro analógico (Figura 1).

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Figura 1. Detalhes dos tapetes ensaiados (A e B) e do dinamômetro de carga utilizado para medir as forças de rompimento (C).mento.

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Figura 1. Detalhes dos tapetes ensaiados (A e B) e do dinamômetro de carga utilizado para medir as forças de rompimento (C).

Eng. Agr. MSc Alessandro José Marques Santos; Eng. Agr. Dra. Clarice Backes – Especialistas em Produção de Gramas e colaboradores do Infograma.